domingo, 4 de fevereiro de 2018

Sobrou na mesa a tua ausência
carregada da distância
entre as mãos que não se cruzaram.
"É a vida", dizem
imagem integrável nos prados,
na ausência de novos sóis.

"É a vida", dizem
esquecendo as promessas escondidas.

Não, não é a vida,
criando um fado
nunca a ser vivido.

Não, não sou a vida
que te prometeram.

Não,
somente sozinha
no mar que não se deu.



3 comentários:

Graça Pires disse...

Um poema triste, Teresa. Realmente a vida não tem que ser ausência, nem promessas escondidas... Não é fácil dizer ao certo o que é a vida...
Uma boa semana.
Um beijo.

Mar Arável disse...

Por vezes sós mas nunca isolados

Graça Pires disse...

Teresa, andas a voar por aí?
Espero que estejas bem.
Um beijo.